domingo, 8 de março de 2009

Doenças fatais são mais prováveis em pacientes bipolares

Correlação foi estabelecida com análise de 331 mil pacientes. Não está claro para os médicos por que o elo parece existir. Pessoas que sofrem de transtorno bipolar estão sob risco de uma série de doenças fatais, de acordo com uma revisão de 17 estudos envolvendo mais de 331 mil pacientes. Os pesquisadores, em artigo publicado na edição de fevereiro do "Psychiatric Services", examinaram estudos de pacientes cujos transtornos bipolares eram sérios o bastante para requerer hospitalização. A mortalidade nesses pacientes era de 35 a 200% maior do que em grupos de comparação.

Nos estudos maiores, quase toda causa de morte era maior entre pacientes bipolares: cardiovascular, respiratória, cerebrovascular (incluindo derrames) e endócrina (como diabetes). Nos estudos menores, a mortalidade por doenças cerebrovasculares era maior entre bipolares, mas eles mostravam resultados inconsistentes – provavelmente por usarem amostras menores ou populações menos representativas. Diversos sinalizadores de inflamação – um frequente precursor de ataques cardíacos e derrames – são mais vistos em pacientes bipolares do que em outros. O stress crônico do transtorno bipolar pode levar a síndrome metabólica e arteriosclerose, ou à resistência a insulina, que aumenta o risco de morte súbita cardíaca. E medicações psiquiátricas, por muitas vezes levarem a ganho de peso, podem aumentar o risco de diabetes e doenças cardiovasculares.

Wayne Katon, professor de psiquiatria da Universidade de Washington e co-autor do estudo, disse que os pacientes psiquiátricos e suas famílias devem tentar se assegurar de que estão recebendo um bom tratamento médico. "A boa medicina", disse ele, "significa integrar a saúde mental ao bom atendimento médico." (fonte: 'New York Times', por Nicholas Bakalar, 04 de março de 2009)

Saiba a diferença entre neurose e psicose

Quem nunca ouviu alguém chamar fulano de neurótico ou psicótico em um momento de nervoso e desabafo? Apesar de as duas palavras serem usadas popularmente como sinônimos, têm significados e referem-se a doenças bem diferentes. "As psicoses são mais graves e caracterizadas pela perda da noção de realidade (por meio de alucinações e delírios), como a esquizofrenia. Já no caso da neurose, a pessoa não perde a consciência, sabe que está doente", explica o psiquiatra Marcos Gago, diretor da divisão assistencial do Centro Psiquiátrico Rio de Janeiro.
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Confira abaixo as características de algumas neuroses e psicoses conhecidas:
  • Transtorno Bipolar: Psicose caracterizada pela alternância de períodos longos de depressão ou de mania (agitação, delírios, aceleração do pensamento). Surge, normalmente, entre os 20 anos até pouco após os 30. Não há cura, mas o tratamento - que deve ser feito por toda a vida - pode chegar a eliminar os sintomas.
  • Transtorno delirante crônico: Psicose crônica, que surge entre os 40 e 50 anos. Os quadros de delírio são menos intensos que os de esquizofrenia e têm menos impacto social. Não há cura.
  • Autismo: Psicose infantil que costuma dar sinais antes dos 3 anos e é caracterizada por alterações na comunicação, na interação social e no uso da imaginação. Não há cura.
  • Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC): Neurose em que a pessoa apresenta gestos ou rituais repetitivos. Há cura.
  • Depressão: Neurose com quadro que inclui tristeza ou irritabilidade, que dura ao menos duas semanas. Há cura.
  • Síndrome do Pânico: Neurose que causa sensação inesperada de morte iminente. A pessoa passa a evitar situações em que imagina causar os ataques de pânico. Há cura. (fonte: site do Terra, 5 de março de 2009)